Amizade ou....

Aí conhecemos uma pessoa, nos relacionamos com ela, e os dias nos transforma em amigos.
A amizade toma um vulto diferente, e essa coisa de amigos, de saudades dos amigos, da vontade de conversar com o amigo, começa a tirar o sono.
A vontade de tomar um sorvete, com o amigo, a necessidade de que o amigo o acompanhe em uma compra no shopping, numa festa, cada vez fica maior.
Os olhares trocados entre eles, tornam o silêncio entre as conversas maiores, pois, os dois se perdem nos pensamentos confusos, onde os sentimentos dizem uma coisa e a cabeça diz outra. A boca insistentemente salivando, observando o sorriso do outro como se houvesse um convite, mas deveria ser negado, são amigos.
Mas a sedução entre os amigos vai acontecendo de uma forma tão natural que quando percebem, já estão envolvidos, entregues e o sentimento de amigo, só serve para aumentar a paixão o desejo a vontade.
Mas a convivência vai tomando outros contornos, pois apaixonados têm outras ações, tanto para os carinhos mais acalorados, como também para alguns de certa forma mais egoistas.
E isso não é ruim. Isso demonstra como os amigos estão entregues em um sentimento puro, doce, e mais ainda, por serem amigos, excluindo dessas sensações algumas surpresa, pois já se conhecem, já falaram e viram seus defeitos.
Os amigos fatalmente serão grandes amantes, eternos apaixonados, loucamente seduzidos. Entregues sempre. Despudoradamente entregues.
São amigos, mas isso fica para a hora da janta. Na maior parte do tempo, são amantes e amam ser.
Há momentos em que preferem serem amigos. Aquele momento que cada um vai para sua casa.
Quando juntos?
Deliciosamente amantes.

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