Morte
É muito triste quando se perde uma vida
Pois, por mais que nos preparemos, ainda assim ela é dolorosa.
A ausência da pessoa que se perdeu, nunca será preenchida.
Mas tem um outra morte que é ainda mais triste, quando se morre em vida.
Quando se perde a vida, e nesse caso a pessoa continua nesse mundo, algumas coisas são tristes
Ela deixa de ter a vida dela, pois não existe mais:
Não há amigos, não há família, não filhos, não há parentes, está sozinha
E nesse instante ela não tem mais vida.
Assim como alguns espíritos perdidos, ela passa a não saber por onde caminhar
Pois lhe falta luz, caminho, felicidade, falta tudo, pois tudo ficou na estrada que ela trilhou
Então, ela passa a viver a vida do outro, e o pior, de todas as formas.
Deixa de ter sua identidade, passa a querer e usar a identidade do outro, como se ela fosse ele
E nos tempos modernos utiliza-se de todos os mecanismos para isso.
Cria um mundo tão podre, como sua alma que já de nada mais serve.
Então começa a agir como se ela mesmo fosse a pessoa que ela escolheu
Utiliza o nome, tenta igualar em seu texto, importuna seus contatos
Tal qual um espírito que nada de bom tem.
Sua carne, que deveria ser comida pelos vermes se tivesse morrido
Passa a ser o próprio verme, pois embora não tenha mais vida, ou seja a vida dela, ela está sem a própria vida, e então não há vermes para come-la, então ela é o próprio verme.
Triste fim para um ser humano, viver a vida do outro, criar mentiras para tentar ser aquele que ela nunca pode e nunca será.
Mas não se deu conta que está sem vida, morta, sem luz, apagada.
Caso se olhe no espelho, o que verá um corpo morto, acabado, sem luz nem nada para dividir, compartilhar ou de alguma serventia.
Pois, não há vida, nem tampouco esperança.
O que lhe resta é esperar que seu corpo encontre seu final, e que os vermes, da terra, tenha a misericórdia de devorar o que lhe será oferecido. Mas isso, se os vermes ainda quiserem, pois ainda corre o risco de nem eles quererem, pois esses vermes, os da terra, tem sua função. Enquanto esse verme sem vida, que ainda se acha ser humano, não tem serventia nenhuma.
Mas enquanto não encontra seu final, passa seus dias sendo quem não é, das formas mais criativas e sujas.
Sem vida. Querendo viver a vida de outra pessoa.
Deveria ser um triste fim, mas não. É o fim que a vida dela cultivou, e agora tem só o presente que o mundo lhe reservou.
Nada! E nesse caso o nada ainda é muito.
Pois, por mais que nos preparemos, ainda assim ela é dolorosa.
A ausência da pessoa que se perdeu, nunca será preenchida.
Mas tem um outra morte que é ainda mais triste, quando se morre em vida.
Quando se perde a vida, e nesse caso a pessoa continua nesse mundo, algumas coisas são tristes
Ela deixa de ter a vida dela, pois não existe mais:
Não há amigos, não há família, não filhos, não há parentes, está sozinha
E nesse instante ela não tem mais vida.
Assim como alguns espíritos perdidos, ela passa a não saber por onde caminhar
Pois lhe falta luz, caminho, felicidade, falta tudo, pois tudo ficou na estrada que ela trilhou
Então, ela passa a viver a vida do outro, e o pior, de todas as formas.
Deixa de ter sua identidade, passa a querer e usar a identidade do outro, como se ela fosse ele
E nos tempos modernos utiliza-se de todos os mecanismos para isso.
Cria um mundo tão podre, como sua alma que já de nada mais serve.
Então começa a agir como se ela mesmo fosse a pessoa que ela escolheu
Utiliza o nome, tenta igualar em seu texto, importuna seus contatos
Tal qual um espírito que nada de bom tem.
Sua carne, que deveria ser comida pelos vermes se tivesse morrido
Passa a ser o próprio verme, pois embora não tenha mais vida, ou seja a vida dela, ela está sem a própria vida, e então não há vermes para come-la, então ela é o próprio verme.
Triste fim para um ser humano, viver a vida do outro, criar mentiras para tentar ser aquele que ela nunca pode e nunca será.
Mas não se deu conta que está sem vida, morta, sem luz, apagada.
Caso se olhe no espelho, o que verá um corpo morto, acabado, sem luz nem nada para dividir, compartilhar ou de alguma serventia.
Pois, não há vida, nem tampouco esperança.
O que lhe resta é esperar que seu corpo encontre seu final, e que os vermes, da terra, tenha a misericórdia de devorar o que lhe será oferecido. Mas isso, se os vermes ainda quiserem, pois ainda corre o risco de nem eles quererem, pois esses vermes, os da terra, tem sua função. Enquanto esse verme sem vida, que ainda se acha ser humano, não tem serventia nenhuma.
Mas enquanto não encontra seu final, passa seus dias sendo quem não é, das formas mais criativas e sujas.
Sem vida. Querendo viver a vida de outra pessoa.
Deveria ser um triste fim, mas não. É o fim que a vida dela cultivou, e agora tem só o presente que o mundo lhe reservou.
Nada! E nesse caso o nada ainda é muito.