Entre olhares atônitos e desejos platônicos, estão nossos sonhos e fantasias. 
Entre curvas sinuosas de um corpo estão os pecados desejados e preferidos. 
Entre bocas e lábios os toques sensíveis e libidinosos. 
Entre o calor de um corpo e o gelo das mãos a sensação do mistério. 
Quanto mistério há entre uma pessoa e outra. 
Quanto desejo entre um querer e outro. 
Mas desvendar tudo nos torna vencedores e desbravadores. 
Invadindo o outro e a nós mesmo. 
Se sentindo sendo observado em todos os instantes, o mais delicioso disso é se achar observado, ou se sentir observado, com a outra pessoa de olhos fechados, descrevendo os sentidos através de um suspiro ou um sussurro. 
Para embarcar nessa viagem, onde toda a natureza humana se perde, e toda a lógica não existe, só é necessário estar disposto para viajar. 
E o passaporte é o desejo. 
O portão de embarque é o despertar do outro. 
Devemos fazer todas conexões possíveis. 
Devemos aproveitar ao máximo toda a paisagem provocada pela intensidade do desejo. 
Hum! Todas as escalas dessa viagem, devem ser aproveitadas ao máximo. 
A cada parada necessária devemos observar e pensar no próximo instante. 
Esse instante será eterno, único. 
E no momento em que houver a distância entre os parceiros, levar conosco os instantes. Se achar colado nela. 
Se achar tomado conta por ela. Invadido. Domado. Querido. 
Mais que momentos de prazer, essa viagem sempre tem volta e nunca um adeus. 
O caminho pra sempre lembrado. O retorno sempre esperado e comemorado

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